O movimento de navios de commodities pelo Estreito de Ormuz voltou a cair. Segundo dados preliminares de rastreamento citados pela Reuters, sete embarcações fizeram a travessia na quinta-feira, número inferior aos 17 registros do dia anterior e à média recente de 15 navios.
A oscilação mostra que o fluxo ainda não recuperou a normalidade. Antes do conflito, aproximadamente 20% da oferta mundial de petróleo passava pelo estreito. Qualquer mudança nas condições de segurança ou nas negociações para reabrir a rota pode provocar reações rápidas nos preços do petróleo e do transporte marítimo.
Na sexta-feira, o Brent encerrou cotado a US$ 89,31 por barril, apesar de acumular queda superior a 5% na semana. Para o transporte brasileiro, o dado relevante é a volatilidade: oscilações externas podem influenciar a paridade de importação, o diesel e os custos usados na contratação do frete rodoviário.
Pontos principais
- O Brent encerrou a sexta-feira em US$ 89,31 por barril, apesar da queda semanal superior a 5%
- Antes do conflito, cerca de 20% da oferta mundial de petróleo passava pelo estreito
- A ligação com o Brasil está na volatilidade internacional do petróleo, que influencia paridade de importação, diesel, frete marítimo e custos logísticos
