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ACIB Notícias/Internacional · Segurança marítima

Crise em Ormuz segue sem solução após seis meses

A Organização Marítima Internacional informou que a crise no Estreito de Ormuz permanece sem solução e que até 400 navios, com cerca de 6 mil marítimos, ficaram impedidos de sair com segurança do Golfo Pérsico desde o início do conflito. A entidade relaciona a interrupção a cadeias globais de combustíveis, fertilizantes e outras commodities.

Por ACIB NotíciasPublicado em 29 de agosto de 20262 min de leitura
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Navio, contêineres e caminhões em terminal portuário brasileiro
Imagem ilustrativa · ACIB Notícias

Seis meses após o início do conflito no Oriente Médio, a Organização Marítima Internacional afirma que a navegação pelo Estreito de Ormuz continua sob risco. A entidade verificou ao menos 70 ataques contra a navegação internacional, com 19 mortes, e estima que até 400 navios com cerca de 6 mil trabalhadores marítimos tenham ficado sem condições seguras de deixar o Golfo Pérsico.

Ormuz é uma passagem estratégica para petróleo, derivados, gás, fertilizantes e outras commodities. Restrições prolongadas elevam o risco operacional, pressionam seguros marítimos e reduzem a previsibilidade das rotas e dos prazos de entrega.

Embora o episódio ocorra longe das rodovias brasileiras, seus efeitos podem chegar ao país pelo custo dos combustíveis e dos insumos importados. Fertilizantes mais caros também afetam a produção agrícola e, posteriormente, a quantidade e o preço das cargas movimentadas pelo transporte rodoviário.

Pontos principais

  • A IMO contabiliza ao menos 70 ataques verificados contra a navegação internacional e 19 marítimos mortos
  • Para o Brasil, o risco aparece em fretes, seguros e disponibilidade de petróleo, derivados e fertilizantes importados
  • Custos maiores nesses insumos podem chegar ao transporte rodoviário por meio do diesel e das cargas do agronegócio
Fonte consultadaOrganização Marítima Internacional (IMO)Publicada em 28/08/2026
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