Seis meses após o início do conflito no Oriente Médio, a Organização Marítima Internacional afirma que a navegação pelo Estreito de Ormuz continua sob risco. A entidade verificou ao menos 70 ataques contra a navegação internacional, com 19 mortes, e estima que até 400 navios com cerca de 6 mil trabalhadores marítimos tenham ficado sem condições seguras de deixar o Golfo Pérsico.
Ormuz é uma passagem estratégica para petróleo, derivados, gás, fertilizantes e outras commodities. Restrições prolongadas elevam o risco operacional, pressionam seguros marítimos e reduzem a previsibilidade das rotas e dos prazos de entrega.
Embora o episódio ocorra longe das rodovias brasileiras, seus efeitos podem chegar ao país pelo custo dos combustíveis e dos insumos importados. Fertilizantes mais caros também afetam a produção agrícola e, posteriormente, a quantidade e o preço das cargas movimentadas pelo transporte rodoviário.
Pontos principais
- A IMO contabiliza ao menos 70 ataques verificados contra a navegação internacional e 19 marítimos mortos
- Para o Brasil, o risco aparece em fretes, seguros e disponibilidade de petróleo, derivados e fertilizantes importados
- Custos maiores nesses insumos podem chegar ao transporte rodoviário por meio do diesel e das cargas do agronegócio
