A interrupção do principal oleoduto leste-oeste da Arábia Saudita pode retirar até 4% da oferta global de petróleo caso o bombeamento não seja retomado, informou a Reuters neste domingo, 13 de setembro. A instalação foi fechada após ataques com drones na sexta-feira. Antes da paralisação, transportava aproximadamente 4 milhões de barris por dia através da Península Arábica até o porto de Yanbu, no Mar Vermelho, evitando a rota restrita do Estreito de Ormuz.
Três fontes ligadas às exportações sauditas estimaram que os estoques disponíveis em Yanbu seriam suficientes para manter os embarques por cinco a sete dias. As previsões de reparo ainda são incertas: uma fonte apontou que os danos poderiam exigir cinco a seis semanas, enquanto outra considerou possível uma retomada parcial antes disso. O governo saudita não havia divulgado a extensão completa dos danos nem um prazo oficial para a normalização até a publicação da reportagem.
A pressão ocorre em um mercado já reduzido pela guerra. Segundo os dados reproduzidos pela Reuters, a produção saudita caiu de 10,9 milhões de barris por dia em fevereiro para 6,2 milhões em agosto. A Agência Internacional de Energia estimou queda de 5,7 milhões de barris por dia, ou cerca de 6%, na oferta mundial ao longo de 2026. Qualquer efeito adicional sobre preços e disponibilidade no Brasil ainda é uma projeção, não um repasse confirmado.
Pontos principais
- O oleoduto transportava cerca de 4 milhões de barris por dia, aproximadamente 4% da oferta mundial
- Fontes do mercado estimam estoques para cinco a sete dias em Yanbu, sem prazo oficial saudita para o reparo
- O impacto sobre diesel e fretes no Brasil é um risco provável, mas ainda não constitui repasse confirmado
