A margem bruta do diesel S10 nas etapas de distribuição e revenda aumentou 68,7% entre 28 de fevereiro e 5 de setembro, segundo cálculos do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais divulgados pelo UOL neste domingo. O levantamento utilizou dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis e do IBGE. No mesmo período de comparação, a inflação acumulada até 31 de agosto foi de 2,05%.
O indicador não representa lucro líquido: despesas com pessoal, armazenagem, transporte, operação e tributos ainda precisam ser descontadas. A reportagem registra que o setor atribui parte do aumento ao frete e ao custo de produtos importados. Entre março e julho, conforme os números reproduzidos pelo UOL, 22,4% do diesel consumido no país teve origem externa.
O dado ganha relevância depois das medidas federais anunciadas em 9 de setembro, que incluíram subsídio de R$ 1 por litro para o diesel rodoviário. A reportagem também informa que a ANP realizou 3.834 fiscalizações desde março e lavrou 24 autos de infração relacionados a elevação abusiva de preços de combustíveis. Como a vigência da autorização específica para autuação terminou em 4 de agosto, a agência passou a encaminhar indícios aos Procons e ao Cade, de acordo com o veículo.
Pontos principais
- O levantamento aponta alta de 68,7% na margem bruta do diesel S10 entre 28 de fevereiro e 5 de setembro
- Margem bruta não equivale a lucro líquido e ainda inclui custos de distribuição e revenda
- A redução efetiva para caminhoneiros deve ser verificada nos preços locais e nas próximas pesquisas da ANP
