Um ataque de drones danificou parte de uma refinaria em Moscou neste domingo, 20 de setembro, segundo autoridades russas citadas pela Reuters. A extensão da paralisação não havia sido informada. A unidade processou 11,6 milhões de toneladas de petróleo em 2024 e produziu 3,2 milhões de toneladas de diesel, de acordo com os dados mais recentes apresentados pela agência.
Em outra frente, Estados Unidos e Irã trocaram novas ameaças após ataques houthis à capital saudita. A Reuters relata que o bloqueio iraniano mantém a maior parte do tráfego afastada do Estreito de Ormuz e que o avanço houthi amplia o controle sobre Bab el-Mandeb, passagem estratégica entre o Mar Vermelho e a Ásia. O quadro restringe exportações de energia do Golfo e eleva a incerteza sobre rotas, disponibilidade de navios e seguros.
Para o Brasil, a ligação é indireta, mas prática: menor oferta internacional de derivados ou desvios marítimos mais longos podem pressionar referências de preço, importação de diesel, combustível marítimo e frete de produtos comercializados pelo país. Isso representa risco de custo, não confirmação automática de novo reajuste nas refinarias ou nas bombas brasileiras.
Pontos principais
- A refinaria de Moscou foi atingida, mas a extensão da paralisação ainda não foi divulgada
- A unidade produziu 3,2 milhões de toneladas de diesel em 2024
- Ormuz e Bab el-Mandeb continuam sob tensão, com possível efeito sobre energia, seguros e fretes marítimos
