O número de navios de commodities que cruzou o Estreito de Ormuz caiu para menos de dez por dia durante o fim de semana, abaixo da média de 14 travessias observada nos dez dias anteriores, segundo dados preliminares de rastreamento divulgados pela Reuters nesta segunda-feira. Quatro embarcações saíram do Golfo e dez entraram; entre elas havia navios com petróleo ou condensado, fertilizantes, gás liquefeito de petróleo, grãos, metais e granéis secos.
Os números não incluem embarcações que possam ter atravessado com o sistema automático de identificação desligado. A autoridade marítima britânica UKMTO também informou que um navio foi atingido por um projétil não identificado no domingo; a condição da tripulação, os danos e o impacto ambiental ainda eram desconhecidos no momento da publicação.
Antes do início da guerra com o Irã, em 28 de fevereiro, Ormuz recebia cerca de 125 grandes navios comerciais por dia e concentrava aproximadamente 20% da oferta diária mundial de petróleo bruto e gás natural liquefeito. A ligação com o Brasil é indireta, mas relevante: menor capacidade de trânsito e maior risco de segurança podem encarecer petróleo, diesel importado, seguros e fretes, além de afetar fertilizantes. Não havia, na fonte consultada, confirmação de uma sobretaxa uniforme específica para cargas brasileiras.
Pontos principais
- As travessias de navios de commodities ficaram em um dígito por dia no fim de semana
- A média dos dez dias anteriores era de 14 travessias diárias
- A fonte não confirmou sobretaxa geral específica para embarques brasileiros
