O Rio de Janeiro respondeu por 36,6% do prejuízo nacional com roubo de cargas no primeiro semestre de 2026, ante 16,1% no mesmo período de 2025, segundo relatório da nstech reproduzido pela ANATC. O estudo utiliza informações das gerenciadoras BRK, Buonny e Opentech integradas à plataforma da empresa. São dados privados de cargas monitoradas e, portanto, não equivalem a uma estatística policial completa de todas as ocorrências do país.
No recorte do relatório, o Sudeste concentrou 77,2% das perdas financeiras, contra 60,5% um ano antes. Cargas diversas ou fracionadas responderam por 36,6% do prejuízo, alimentos por 24,6% e medicamentos por 19%. A participação dos medicamentos havia sido de 2,8% no primeiro semestre de 2025.
O levantamento também indica mudança de horário e corredor. Noite e madrugada somaram 57,4% dos prejuízos, enquanto a BR-101 concentrou 17,1% das perdas rodoviárias e a BR-116, 8,2%. A empresa afirma que mais de 70% das cargas atacadas dentro do ecossistema monitorado foram recuperadas; o percentual não deve ser generalizado para operações fora dessa base.
Pontos principais
- O Rio de Janeiro concentrou 36,6% do prejuízo observado pelo relatório no primeiro semestre
- Medicamentos passaram de 2,8% para 19% das perdas financeiras mapeadas
- Noite e madrugada reuniram 57,4% dos prejuízos registrados na base analisada
