A Arábia Saudita fechou temporariamente seu oleoduto Leste-Oeste como medida de precaução depois de um ataque com drones, informou a Reuters neste sábado, 12 de setembro. Autoridades sauditas e iraquianas disseram que a ofensiva partiu do território do Iraque, onde o governo afastou um comandante militar. Não houve reivindicação imediata de autoria, e os danos à infraestrutura ainda estavam sendo avaliados.
Com aproximadamente 1.200 quilômetros, o oleoduto atravessa a Península Arábica e se tornou a principal alternativa para a saída do petróleo saudita durante os meses em que o Estreito de Hormuz permaneceu amplamente fechado pela guerra. A estrutura vinha movimentando entre 4 milhões e 5 milhões de barris por dia, equivalentes a cerca de 4% a 5% da oferta mundial. Ao mesmo tempo, fontes do governo do Iêmen disseram à Reuters que forças houthis tomaram a ilha estratégica de Perim, na entrada do Estreito de Bab el-Mandeb, outro corredor essencial do Mar Vermelho.
Não há, até a conclusão desta reportagem, anúncio de falta de combustível no Brasil causado por esse episódio nem reajuste doméstico confirmado por causa do ataque. O risco para o país é indireto, mas relevante: menor disponibilidade de petróleo no mercado internacional pode pressionar referências de preço, diesel importado, combustível marítimo, seguros de navios e fretes de exportação. A intensidade do impacto dependerá da duração do fechamento, dos danos efetivos e da capacidade de redirecionar cargas.
Pontos principais
- O oleoduto Leste-Oeste foi fechado preventivamente após um ataque e os danos ainda estavam em avaliação
- A rota vinha transportando de 4 milhões a 5 milhões de barris por dia, cerca de 4% a 5% da oferta mundial
- O impacto sobre diesel e fretes no Brasil é um risco provável, mas ainda não representa reajuste ou desabastecimento confirmado
