As tarifas de navios petroleiros atingiram níveis recordes nesta sexta-feira, 11 de setembro, em meio à redução da disponibilidade de embarcações e ao aumento do risco nas rotas do Oriente Médio. Segundo a Reuters, a contratação de um VLCC — navio de grande porte usado no transporte de petróleo — do Golfo de Omã para a China chegou à escala Worldscale 450, equivalente a aproximadamente US$ 11,50 de frete por barril.
O salto ocorreu depois de novos ataques a embarcações perto do Estreito de Hormuz e do avanço de forças houthis sobre áreas estratégicas próximas ao Bab el-Mandeb. Armadores passaram a exigir remuneração maior para expor navios e tripulações à região, enquanto a oferta de petroleiros disponíveis diminuiu. A pressão já alcança outras rotas, inclusive da África Ocidental para a Ásia.
Para o Brasil, o efeito é potencial, não automático. Frete e seguro mais caros elevam o custo de entrega do petróleo e dos derivados importados; a formação do preço do diesel ainda depende de câmbio, estoques, tributos, subsídios e decisões comerciais. Na mesma sexta-feira, o Brent fechou em US$ 104,61 por barril, abaixo do pico da véspera, mas acumulando alta superior a 8% na semana, o que mantém a volatilidade no radar.
Pontos principais
- O frete de um VLCC do Golfo de Omã à China chegou ao equivalente a cerca de US$ 11,50 por barril
- Risco de segurança e menor disponibilidade de petroleiros pressionaram várias rotas
- O efeito sobre o diesel brasileiro é provável como pressão de custo, mas não representa reajuste automático na bomba
