A pressão sobre a disponibilidade de combustível marítimo diminuiu nos principais centros internacionais, segundo fontes do setor reunidas na conferência APPEC. Empresas relataram que hoje conseguem comprar bunker e abastecer navios, cenário diferente do aperto observado em março e abril após a interrupção de exportações pelo Estreito de Hormuz.
A normalização física não significa retorno aos custos anteriores. Em Singapura, maior polo mundial de abastecimento de navios, o óleo combustível de muito baixo teor de enxofre, conhecido como VLSFO, está mais de 60% acima dos preços anteriores à guerra. Em Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, a atividade de bunker teria retornado a cerca de 40% do nível pré-conflito.
Participantes do mercado estimam de dez a quinze trânsitos diários de embarcações de commodities pelo corredor de Omã. Há alternativas de fornecimento, mas preço, disponibilidade de componentes para mistura e novos choques ainda limitam o volume que efetivamente chega ao mercado. Para o Brasil, isso reduz o risco imediato de falta de combustível para navios, mas mantém pressão potencial sobre os fretes de importação e exportação.
Pontos principais
- Fontes do setor não identificam falta generalizada de bunker nos principais polos neste momento
- O VLSFO em Singapura permanece mais de 60% acima do nível anterior à guerra
- A atividade de abastecimento em Fujairah teria recuperado cerca de 40% do patamar pré-conflito
