O contrato futuro do petróleo Brent fechou esta quarta-feira a US$ 101,21 por barril, alta de 3,4%, depois de atingir US$ 101,58 durante a sessão. Foi o maior fechamento desde 22 de maio. O WTI avançou 3,25%, para US$ 96,05, em meio à retomada dos ataques entre Estados Unidos e Irã contra petroleiros e outras embarcações.
Segundo a Reuters, o Irã declarou ter atacado dez navios perto do Estreito de Hormuz e os Estados Unidos afundaram cinco petroleiros iranianos. Dados preliminares da Kpler mostraram seis embarcações de commodities atravessando o estreito na terça-feira, abaixo da média de cerca de doze nos dez dias anteriores. Fluxos recentes de petróleo pela rota teriam caído para menos de 2 milhões de barris por dia.
Hormuz transportava aproximadamente um quinto do petróleo e do gás comercializados no mundo antes da guerra. O fechamento acima de US$ 100 é um fato de mercado; a duração da escalada e o tamanho do repasse aos combustíveis e fretes são incertos. Para o Brasil, que importa parte do diesel consumido e depende do transporte marítimo no comércio exterior, a combinação pode encarecer cargas de derivados, combustível de navios, seguro e frete.
Pontos principais
- O Brent fechou em US$ 101,21 por barril, alta diária de 3,4%
- O tráfego recente de petróleo por Hormuz teria recuado para menos de 2 milhões de barris por dia
- O efeito no Brasil pode alcançar diesel importado, seguro marítimo e fretes do comércio exterior
