A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que o acordo energético firmado com os Estados Unidos terá duração de 25 anos e buscará desenvolver 17 campos petrolíferos. A meta inicial anunciada é elevar a produção vinculada ao projeto para mais de 1,5 milhão de barris por dia.
No domingo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que parte do petróleo venezuelano será usada para recompor a Reserva Estratégica de Petróleo norte-americana, que tinha cerca de 290 milhões de barris em 21 de agosto. A Reuters ressalta que ainda não está claro quando o acordo produzirá volume suficiente para alterar a oferta ou beneficiar consumidores.
A Venezuela possui as maiores reservas provadas de petróleo do mundo, mas produz abaixo do potencial após anos de baixo investimento, dificuldades operacionais e sanções. O projeto depende de capital, tecnologia, novas autorizações e recuperação da infraestrutura, por isso a expansão anunciada deve ser tratada como meta, não como produção já disponível.
Pontos principais
- O acordo anunciado tem duração prevista de 25 anos e envolve 17 campos estratégicos
- A meta inicial é superar 1,5 milhão de barris por dia, mas ainda depende de investimentos e infraestrutura
- Os Estados Unidos pretendem usar parte do petróleo para recompor sua reserva estratégica, hoje próxima do menor nível em 44 anos
