Apenas 17 navios de commodities foram rastreados cruzando o Estreito de Ormuz no fim de semana, ante 37 no período equivalente da semana anterior, segundo dados citados pela Reuters em 21 de setembro. Antes do conflito, a passagem recebia cerca de 125 grandes embarcações comerciais por dia, entre petroleiros, navios de gás, graneleiros e porta-contêineres.
O número visível não representa todo o fluxo: produtores do Oriente Médio continuam embarcando petróleo em navios que navegam com transponders desligados. A Reuters registrou também uma transferência de 2 milhões de barris de petróleo iraquiano entre dois superpetroleiros nas proximidades de Fujairah, sinal de que a cadeia está recorrendo a operações mais complexas para manter a oferta.
No Bab el-Mandeb, ao sul do Mar Vermelho, 51 embarcações cruzaram o estreito no fim de semana, abaixo das 57 da semana anterior. A combinação de menor tráfego rastreável, rotas alternativas e transbordos não confirma falta imediata de combustível no Brasil, mas indica maior incerteza operacional e possibilidade de custos adicionais de frete, seguro e prazo.
Pontos principais
- O tráfego rastreável de commodities em Ormuz caiu de 37 para 17 navios em uma semana
- Antes do conflito, o estreito recebia cerca de 125 grandes embarcações comerciais por dia
- Parte das exportações continua com transponders desligados e transferências entre superpetroleiros
