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Bolívia encerra subsídio amplo ao diesel e preço passa a acompanhar custo de importação

País vizinho, que importa cerca de 90% do diesel que consome, abandonou o sistema de preços subsidiados para combater falta do produto, contrabando e revenda no mercado paralelo.

Por ACIB NotíciasPublicado em 19 de setembro de 20262 min de leitura
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Caminhão em posto de combustível durante operação internacional
Imagem ilustrativa da pauta internacional de diesel e fronteiras.

O governo da Bolívia anunciou em 19 de setembro o encerramento do subsídio amplo ao diesel e a adoção de um preço unificado ligado ao custo de compra no exterior. Segundo o presidente Rodrigo Paz, o país importa aproximadamente 90% do diesel que consome e gastava cerca de US$ 55 milhões por semana com subsídios.

A mudança substitui o sistema duplo criado em agosto. Grandes consumidores pagavam 18 bolivianos por litro, enquanto outros compradores mantinham a tarifa subsidiada de 9,80 bolivianos. O governo atribuiu parte do déficit ao contrabando e à revenda no mercado paralelo e anunciou transferências diretas e linhas de crédito para reduzir o impacto sobre famílias e setores econômicos.

Para o transporte brasileiro, o efeito é localizado e não significa aumento automático nos postos do Brasil. A ligação prática está nas operações rodoviárias que cruzam a fronteira com a Bolívia, especialmente em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul: transportadores precisam revisar orçamento, autonomia e local de abastecimento, além de acompanhar eventuais filas e mudanças operacionais no país vizinho.

Pontos principais

  • A Bolívia encerrou o subsídio amplo e passou a vincular o diesel ao custo de importação
  • O país importa cerca de 90% do diesel e gastava aproximadamente US$ 55 milhões por semana em subsídios
  • O impacto direto para o Brasil se concentra nas rotas internacionais e no planejamento de abastecimento na fronteira
Fonte consultadaReuters19/09/2026
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