O governo da Bolívia anunciou em 19 de setembro o encerramento do subsídio amplo ao diesel e a adoção de um preço unificado ligado ao custo de compra no exterior. Segundo o presidente Rodrigo Paz, o país importa aproximadamente 90% do diesel que consome e gastava cerca de US$ 55 milhões por semana com subsídios.
A mudança substitui o sistema duplo criado em agosto. Grandes consumidores pagavam 18 bolivianos por litro, enquanto outros compradores mantinham a tarifa subsidiada de 9,80 bolivianos. O governo atribuiu parte do déficit ao contrabando e à revenda no mercado paralelo e anunciou transferências diretas e linhas de crédito para reduzir o impacto sobre famílias e setores econômicos.
Para o transporte brasileiro, o efeito é localizado e não significa aumento automático nos postos do Brasil. A ligação prática está nas operações rodoviárias que cruzam a fronteira com a Bolívia, especialmente em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul: transportadores precisam revisar orçamento, autonomia e local de abastecimento, além de acompanhar eventuais filas e mudanças operacionais no país vizinho.
Pontos principais
- A Bolívia encerrou o subsídio amplo e passou a vincular o diesel ao custo de importação
- O país importa cerca de 90% do diesel e gastava aproximadamente US$ 55 milhões por semana em subsídios
- O impacto direto para o Brasil se concentra nas rotas internacionais e no planejamento de abastecimento na fronteira
