A oferta mundial de diesel deve permanecer apertada com a aproximação do inverno no Hemisfério Norte, segundo executivos ouvidos pela Reuters nesta terça-feira. A combinação envolve pouca capacidade ociosa de refino, proibição russa de exportações e impactos das guerras sobre refinarias na Rússia e no Oriente Médio.
O presidente da Vitol, Russell Hardy, estimou que o mercado perdeu cerca de 2 milhões de barris diários de derivados russos e quase 2 milhões do Oriente Médio. Apesar de haver maior disponibilidade de petróleo bruto, refinarias norte-americanas já operam perto do limite e os estoques globais de produtos vêm sendo consumidos. A margem de refino do diesel chegou ao recorde intradiário de US$ 108,02 por barril na semana passada.
A avaliação é uma previsão de mercado, não a confirmação de falta física nos postos brasileiros. Ainda assim, o Brasil importa parte do diesel que consome e disputa cargas no mercado internacional; preços externos, câmbio, frete marítimo, estoques e política comercial determinarão quanto dessa pressão poderá chegar ao abastecimento doméstico.
Pontos principais
- Executivos esperam oferta apertada de diesel durante o inverno do Hemisfério Norte
- Rússia e Oriente Médio deixariam uma lacuna próxima de 4 milhões de barris diários de derivados
- O impacto no Brasil é potencial e dependerá de importações, câmbio, frete, estoques e preços internos
