Uma escassez de óleo combustível para navios se forma no terceiro trimestre, enquanto refinarias pressionadas por guerras priorizam diesel e outros derivados de maior valor, informou a Reuters nesta segunda-feira. As exportações de combustível marítimo do Oriente Médio caíram 45% entre março e agosto na comparação anual, e os embarques russos recuaram a um recorde de baixa de 591 mil barris por dia em agosto.
O aperto é mais forte na Ásia. Singapura, maior centro mundial de abastecimento de navios, importa mais da metade de sua demanda próxima de 1 milhão de barris diários. Os estoques reunidos em Singapura, no noroeste da Europa e em Fujairah estavam cerca de 30% abaixo da média sazonal de três anos; a Energy Aspects estima déficit global de 218 mil barris por dia no trimestre.
Em 1º de setembro, o VLSFO — combustível de baixo teor de enxofre amplamente usado na navegação — era negociado em Singapura pouco abaixo de US$ 825 por tonelada, alta de 76% desde o início da guerra, contra avanço de cerca de 40% do Brent. A Reuters aponta que o encarecimento do bunker pode chegar às tarifas de transporte marítimo; o tamanho e o momento de eventual repasse ao Brasil ainda dependem de contratos, rotas e disponibilidade de navios.
Pontos principais
- As exportações de óleo combustível do Oriente Médio caíram 45% entre março e agosto na comparação anual
- Estoques nos principais centros de abastecimento estavam cerca de 30% abaixo da média sazonal de três anos
- O VLSFO em Singapura subiu 76% desde o início da guerra e pode pressionar o frete marítimo
